Acréscimo

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Acréscimo

Na contabilidade, o acréscimo remete para o regime do acréscimo, segundo o qual os gastos e rendimentos devem ser reconhecidos no período a que respeitam, independentemente do pagamento ou recebimento.

Definição rápida: O regime do acréscimo, também designado por periodização económica, determina que os efeitos das transações e de outros acontecimentos sejam reconhecidos no período em que ocorrem, independentemente da data de pagamento ou recebimento.
Enquadramento

É um princípio estruturante da contabilidade financeira e da correta periodização de gastos e rendimentos.

Na prática

Aplica-se em fechos mensais e anuais, especialização de gastos, rendimentos a reconhecer e estimativas de fim de período.

Impacto

Melhora a fiabilidade das demonstrações financeiras e evita distorções na leitura do resultado do período.

O que significa Acréscimo?

Em contexto contabilístico, o termo Acréscimo é normalmente utilizado para designar o regime do acréscimo. Este regime determina que os gastos e rendimentos sejam reconhecidos no período a que economicamente respeitam, ainda que o pagamento ou o recebimento ocorra em momento diferente. Trata-se de um princípio essencial para que as demonstrações financeiras reflitam com rigor a atividade da empresa em cada período.

Porque o regime do acréscimo é importante?

Sem este critério, os resultados de um período poderiam ficar distorcidos pelo simples facto de uma fatura ter sido paga ou recebida noutro momento. O regime do acréscimo permite imputar corretamente os efeitos económicos de cada operação, reforçando a comparabilidade entre períodos, a consistência do fecho contabilístico e a qualidade da informação disponibilizada à gestão, aos sócios e a terceiros.

Como aplicar Acréscimo na prática

Na prática, este princípio é aplicado sempre que exista um gasto ou rendimento respeitante ao período em causa, mas cujo documento, pagamento ou recebimento ocorra mais tarde. Um exemplo comum é o reconhecimento, em dezembro, de custos com eletricidade, rendas, juros ou serviços já consumidos nesse mês, mesmo que a respetiva fatura apenas seja recebida em janeiro. O mesmo raciocínio aplica-se a rendimentos já obtidos, mas ainda não faturados ou recebidos até à data de fecho.

Erros comuns ao interpretar Acréscimo

O erro mais frequente é confundir o regime do acréscimo com o regime de caixa. Em contabilidade financeira, o momento determinante não é o pagamento ou o recebimento, mas sim o período económico a que a operação respeita. Outro erro recorrente é usar o termo "acréscimo" de forma genérica, sem distinguir se se está a falar de um ajustamento de periodização, de um gasto a reconhecer ou do princípio contabilístico em sentido mais amplo.

Leituras relacionadas na Fiscal360

Para aprofundar este tema, pode consultar o glossário principal, explorar Diferimentos, Lançamento Contabilístico e ainda cruzar esta leitura com páginas úteis como Contabilidade e IRS, Consultoria Fiscal, Reporting Fiscal e Negócio.

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Questões Frequentes

Esclareça dúvidas frequentes sobre o regime do acréscimo e a sua aplicação no contexto contabilístico.

1. Qual é a diferença entre o regime do acréscimo e o regime de caixa?

No regime do acréscimo, os gastos e rendimentos são reconhecidos no período a que respeitam. No regime de caixa, o foco está no momento do pagamento ou do recebimento.

2. Um gasto pode ser reconhecido antes da receção da fatura?

Sim, desde que exista evidência de que o gasto respeita ao período em causa e possa ser mensurado de forma fiável, nos termos dos princípios contabilísticos aplicáveis.

3. Qual a diferença entre acréscimo e diferimento?

O acréscimo reconhece gastos ou rendimentos do período ainda não pagos ou recebidos. O diferimento adia para períodos futuros o reconhecimento de quantias já pagas ou recebidas, quando ainda não respeitam ao período corrente.